Estou com bloqueio… E agora?

Um tanto contraditório escrever sobre bloqueio pra escrever, fazendo este post.
Mas com uma grande diferença no tipo de escrita a que me refiro esse bloqueio.
Para mim, escrever posts é relativamente fácil. Pega-se um tema, discorre-se em tantas palavras que acredito ser o ideal apra leitura sem se cansar, finaliza e revisa. Parece um ato mecânico mas é quase isso. O tanto que se acostuma a escrever desse modo, com um pouco só de inspiração e tempo, escrever por volta de 500 palavras não demora a sair satisfatoriamente.
Apesar do hábito, a qualidade da escrita desse tipo de postagem também reflete o bloqueio.
Apesar de ter terminado a faculdade faz 2 meses, e também após um curso que acredito ser minha terceira profissão (ou seria a quarta?), não sentei pra escrever uma linha sequer. Comecei a tentar romper esse bloqueio, que foi o maior que já passsei desde que comecei a escrever a sério, escrevendo esse post. Mesmo assim, com muito custo a buscar o sentido do que pretendo escrever.
Pode-se aliar N problemas em minha vida que explicaria esse bloqueio. Mas a que refletiu de maneira significativa é no aspecto emocional. A tantas idas e vindas de tentativas de relacionamentos, seja amizades e outras de ordem carnal, teve um preço a pagar por essas aventuranças. Acreditava ser algo que me acrescentaria na experiência de escritora, conhecendo pessoas diferentes, tantas formas delas te tratar, comportamentos diversos e bizarros até. Mas não esperava que minha porção sentimental fosse atingida. Acreditava estar blindada emocionalmente, mas nunca é o suficiente quando você encontra pessoas que, com seus papos envolventes e lábia, conseguem alcançar aquela fragilidade que te abala. Uma coisa é querer confiar na palavra dos outros, acreditando que está tendo uma boa amizade. Outra é perceber os sinais de que a outra não traz a mesma recíproca o qual você dedicou. Mas quando se percebe que é somente uma pessoa qualquer na vida da outra que estima tanto, parece que o mundo se obscurece e céu a cair sobre sua cabeça.
Refletiu de maneira tão negativa que as chaves mentais que moviam sua mente não se encaixam mais, tudo sai desconexo, as ideias não vêem, etc. Sua vontade e ímpeto de escrita evaporaram. O bloqueio está em sua vida como uma pedra em seu cérebro.
Tudo porque você percebeu que é somente um pedaço de carne para a pessoa que preteria tanto.
Como retomar o caminho com uma verdade dolorosa sangrando em seu peito?
Só sei que o que restou, juntei e rezando para que o consiga dar os primeiros passos para seguir adiante. Torcer também que aos poucos volte ao meu prumo e inspirações literárias, de onde jamais deveria ter deixado de lado. Ou ter permitido que algo tão precioso para mim, seja afetado por algo estúpido que é tentar relacionar-se com alguém ou pessoas que não se interessavam o quanto é uma pessoa maravilhosa ou mesmo talentosa.
Uma lição tiro desse período de bloqueio. Aprender na base da dor é dilacerante, mas aprende-se de tal maneira que tente-se que jamais volte a fazer a mesma coisa. Ou tentar errar menos, protegendo-se emocionalmente cada vez mais.
As pessoas são o que são, sendo elas, querendo ou não, afetam as outras com seus atos. Maldosas ou simplesmente egoístas, cada um age como quer sem se dar conta de que está lidando com seres humanos e não pedaços de carne.
O triste é encontrar esses tipos e ainda errar por querer uma amizade apenas.

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