O impensável fato de não ter assunto

Tudo é possível e passível de ser escrito hoje em dia.

Dependendo da rotina e localidade onde um escritor está geo/sociolocalizado, tudo ao redor pode inspirá-lo.

Agora, se lançar de enquetes em rede social para determinar o que irá escrever pode ser um recursos que alguns escritores se valem quando querem atender seu público. Mas cai na questão onde demonstra que não possui uma bagagem de trabalhos escritos. Ou mesmo que não tantas ambições de planejamento de histórias ou assuntos que poderiam colocar no papel.

Para um escritor que se considere sério e profissional é impensável.

Quando estou empenhada na feitura de um livro ou história, seja curta ou longa, inevitavelmente surge-me inspirações inesperadas de outras histórias. Houve épocas em que me desesperava pois era uma ideia ou história que deveria gastar um tempo que não podia. Recorria a escrever a mão mesmo em um caderno e com o máximo que podia anotar a respeito, para depois retornar para tempos de baixa safra criativa. Muitas eram tolices passageiras, que ora eram incorporadas a outras, ou simplesmente ignoradas para serem estudadas melhor.

Dependendo do livro que escrevo, tem sua continuidade por ter gostado demais do ritmo, pesquisa e trabalho envolvidos, além dos personagens que simplesmente se tornam queridos. Esse se torna um oásis em minha rotina e aridez social que me assola minha vida. Existem épocas que somente suporto os que estão próximos e tolerar outros que eventualmente surjam.

Pode ocorrer esse vazio de ideias?

Ah, isso sim. Mas acredito que em pessoas que não recarregam suas mentes com coisas novas, seja quantos infindáveis assuntos que navegam pelos canais de comunicação. O comodismo e a rejeição pelo novo espantam a criatividade no amplo sentido. Se manter curioso e disposto a descobrir as novidades chega a ser uma questão de sobrevivência artística.

Mesmo que surja a questão que assola muitos escritores, a que tudo de original foi já escrito, quem gosta mesmo de escrever, não vai cair nessa armadilha de se privar ou se castrar para pensar algo novo. Será original da maneira que interpretar e repassar o mundo pois cada escritor sua maneira única de se contar histórias.

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